Coluna do Enodeco – Harmonizações

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Hoje em dia, vemos cada vez mais, uma procura pela harmonização perfeita entre comida e vinho. Mas sempre digo que fazer uma harmonização correta e equilibrada é uma arte! Isto porque não há uma regra clara que podemos seguir para acertar 100%. Há sim alguns conceitos importantes que precisamos levar em conta para que o resultado final seja bom. Mas mesmo assim, não há uma garantia de 100% de acerto em todos os casos, pois as variáveis são muitas e acima de tudo, o que conta é o gosto pessoal de cada pessoa. Por isso, não acho que exista aquela harmonização perfeita para todos. Mas existe a combinação perfeita para cada um, seguindo o seu próprio gosto.

Então, vou falar esta semana e na próxima sobre alguns aspectos importantes para se considerar quando quisermos combinar vinho com comida:

Para começar o assunto, o princípio básico de tudo: Uma harmonização bem feita é aquela em que no final, nenhum dos elementos (vinho ou comida) se sobressai muito, deixando o outro “apagado” ou perdido no paladar. É literalmente uma harmonia, um equilíbrio.

E como conseguir esta harmonia? Não é simples, mas tem algumas dicas que podemos seguir para conseguirmos chegar lá.

Um dos pontos a ser considerado é o CORPO / DENSIDADE, do vinho e da comida. Este talvez seja o primeiro e mais importante fator a ser considerado. Todo mundo já ouviu falar em “Carnes com tintos” e “Peixes com brancos”, certo? Este é o básico, que muitas vezes dá certo, mas precisamos ter em mente que o que conta é o corpo do vinho e não a cor. Por exemplo, um Chardonnay encorpado, amadeirado pode ir melhor com uma carne do que um Pinot Noir jovem, que é um tinto leve. E um tinto leve pode ir melhor com peixes e frutos do mar do que um branco muito encorpado. Mas é essencial também se lembrar do molho ou dos acompanhamentos! Eles podem fazer toda a diferença. Neste ponto, uma atenção especial à gordura: Comidas muito gordurosas merecem uma atenção especial, pois se combinadas com vinhos muito tânicos, podem dar errado.

Devemos também prestar atenção na INTENSIDADE DE AROMAS / SABOR. Devemos evitar vinhos delicados/pouco aromáticos com comidas muito aromáticas. E vice-versa. Afinal, se a comida for muito mais aromática que o vinho, o vinho “some”. A recíproca também é verdadeira. O modo com que a comida foi feita e os temperos e ingredientes utilizados podem dizer muito sobre a intensidade aromática antes mesmo de experimentarmos.

Na semana que vem, volto para falar sobre outros aspectos importantes. Até lá, se qusierem, podem ir testando e falando o que acharam das experiências.

Um Abraço e Cheers!!

Déco

Site: www.r7.com/enodeco

Facebook, Instagram e Twitter: @enodeco

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